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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rosa Luxemburgo

Rosa Luxemburgo, em polaco Róża Luksemburg (Zamość, 5 de março de 1871 — Berlim, 15 de janeiro de 1919), foi uma filósofa marxista e militante revolucionária polaca ligada à Social-Democracia do Reino da Polónia (SDKP), ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e ao Partido Social-Democrata Independente da Alemanha. Participou da fundação do grupo de tendência marxista do SPD, que viria a se tornar mais tarde o Partido Comunista da Alemanha.

Maria Bonita

A primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Assim foi Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Bonita. Nascida em 8 de março de 1911 (não por acaso o Dia Internacional da Mulher!!) numa pequena fazenda em Santa Brígida, Bahia e filha de pais humildes Maria Joaquina Conceição Oliveira e José Gomes de Oliveira, Maria Bonita casou-se muito jovem, aos 15 anos. Seu casamento desde o início foi muito conturbado. José Miguel da Silva, sapateiro e conhecido como Zé Neném vivia às turras com Maria. O casal não teve filhos. Zé era estéril.

A cada briga do casal, Maria Bonita refugiava-se na casa dos pais. E foi, justamente, numa dessas “fugas domésticas” que ela reencontrou Virgulino, o Lampião, em 1929. Ele e seu grupo estavam passando pela fazenda da família. Virgulino era antigo conhecido da família Oliveira. Esse trajeto era feito com freqüência por ele. Era uma espécie de parada obrigatória do cangaceiro.

Os pais de Maria Bonita gostavam muito do “Rei do Cangaço”. Ele era visto com respeito e admiração pelos fazendeiros, incluindo Maria. Sem querer a mãe da moça serviu de cupido entre ela e Lampião. Como? Contando ao rapaz a admiração da filha por ele. Dias depois, Lampião estava passando pela fazenda e viu Maria. Foi amor à primeira vista. Com um tipo físico bem brasileiro: baixinha, rechonchuda, olhos e cabelos castanhos Maria Bonita era considerada uma mulher interessante. A atração foi recíproca. A partir daí, começou uma grande história de companheirismo e (por que não!) amor.

Um ano depois de conhecer Maria, Lampião chamou a “mulher” para integrar o bando. Nesse momento, Maria Bonita entrou para a história. Ela foi a primeira mulher a fazer parte de um grupo do Cangaço. Depois dela, outras mulheres passaram a integrar os bandos.

Maria Bonita conviveu durante oito anos com Lampião. Teve uma filha, Expedita, e três abortos. Como seguidora do bando, Maria foi ferida apenas uma vez. No dia 28 de julho de 1938, durante um ataque ao bando um dos casais mais famosos do País foi brutalmente assassinado. Segundo depoimento dos médicos que fizeram a autópsia do casal, Maria Bonita foi degolada viva.

Fonte : .experta.

Irmã Dulce


Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (Salvador, 26 de maio de 1914 — Salvador, 13 de março de 1992), melhor conhecida como Irmã Dulce, o Anjo bom da Bahia, foi uma religiosa católica brasileira. Ela notabilizou-se por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e aos necessitados.

Quando criança, Maria Rita, filha do Dr. Augusto Lopes Pontes, dentista e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBa), costumava rezar muito e pedia sinais a Santo Antônio, pois queria saber se deveria seguir a vida religiosa. Desde os treze anos de idade, ela começou a ajudar mendigos, enfermos e desvalidos. Nessa mesma idade, foi recusada pelo Convento do Desterro por ser jovem demais, voltando a estudar.

Em 1932, depois de se formar, entrou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, localizada em Sergipe. Após seis meses de noviciado, tomou o hábito de freira. No dia 15 de agosto de 1934, ela fez sua profissão de fé e voltou à Bahia.

Desde então, dedicou toda a sua vida à caridade. Começou sua obra ocupando um barracão abandonado para abrigar mendigos. Chegou a receber a visita do Papa João Paulo II, quando esse esteve no Brasil, em virtude de seu trabalho com idosos, doentes, pobres, crianças e jovens carentes. Entre os diversos estabelecimentos que ela Irmã Dulce fundou estão o Hospital Santo Antônio, capaz de atender setecentos pacientes e duzentos casos ambulatoriais; e o Centro Educacional Santo Antônio (CESA), instalado em Simões Filho, que abriga mais de trezentas crianças de 3 a 17 anos. No Centro, os jovens têm acesso a cursos profissionalizantes. Irmã Dulce fundou também o “Círculo Operário da Bahia”, que, além de escola de ofícios, proporcionava atividades culturais e recreativas.

Em 11 de novembro de 1990, Irmã Dulce começou a apresentar problemas respiratórios, sendo internada no Hospital Português e depois transferida à UTI do Hospital Aliança e finalmente ao Hospital Santo Antônio. Em 20 de outubro de 1991, recebe no seu leito de enferma a visita do Papa João Paulo II. O Anjo Bom da Bahia morreu em seu quarto, aos setenta e sete anos, às 16:45 do dia 13 de março de 1992, ao lado de pessoas queridas por ela. Seu corpo foi sepultado no alto do Santo Cristo, na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia e depois transferido para a Capela do Hospital Santo Antonio, centro das Obras Assistenciais Irmã Dulce.

A 21 de Janeiro de 2009, a Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano anunciou o voto favorável que reconhece Irmã Dulce como venerável.

A 03 de Abril de 2009, o papa Bento XVI aprovou o decreto de reconhecimento de suas virtudes heróicas.

Bertha Lutz


Bertha Maria Julia Lutz (São Paulo, 1894 — Rio de Janeiro, 1976) foi uma das figuras pioneiras do feminismo no Brasil.

O pai, Adolfo Lutz, era oriundo de uma família suíça, e a mãe, inglesa.

Era zoóloga de profissão. Estudou ciências naturais em Paris, na Sorbonne, com especialização em anfíbios anuros.

Depois de tomar contacto com os movimentos feministas da Europa e dos Estados Unidos da América, Berta criou as bases do feminismo no Brasil. Foi a fundadora da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, em 1922, após ter representado o Brasil na assembléia geral da Liga das Mulheres Eleitoras, realizada nos Estados Unidos, onde foi eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana.

Fonte : wikipedia.



Foi eleita suplente para deputado federal em 1934, após fracassar em duas eleições. Em 1936 assumiu o mandato. As principais bandeiras de lutam eram mudanças na legislação trabalhista com relação ao trabalho feminino e infantil, e até mesmo a igualdade salarial. Em 1937, com o golpe do Estado Novo, perdeu o mandato.

Maria Callas


"Gostaria de ser Maria, mas é "La Callas" que exige que eu a porte com dignidade." A declaração de Maria Callas expressa bem sua condição de cantora lírica que se tornou diva e - mais que isso - um dos grandes ícones do século XX.

Descendente de gregos, nascida casualmente em Nova York, Maria Callas viajou aos treze anos para Atenas, na Grécia, onde iniciou seus estudos de canto com Elvira de Hidalgo.

Em 1941 fez sua primeira apresentação profissional, em Atenas, interpretando Beatrice, da ópera "Bocaccio". Durante alguns anos, continuou cantando em Atenas. Em 1947, fez sua estréia na Itália, em Verona, no papel de Gioconda. Esta produção foi dirigida pelo maestro Tullio Sefarin, que passou a ser seu mentor musical. A partir daí, Callas obteve grande sucesso cantando em várias cidades italianas, incluindo o célebre teatro La Scala de Milão.

Em 1949 casou-se com Giovanni Battista Menegghini, de quem separou-se dez anos depois.

Em 1952, estreou no Covent Garden, em Londres, e em seguida cantou nos principais casas de ópera dos Estados Unidos, como as de Chicago, Nova Iorque e Dallas. Ao longo dos anos 1950, Maria Callas representou os principais papéis femininos de óperas consagradas, além de interpretar peças musicais menos conhecidas. Dona de uma voz potente e de grande amplitude, Callas coloriu com seu talento dramático e expressividade grande parte do repertório operístico.

Em 1959, Callas conheceu o armador grego Aristóteles Onassis, por quem abandonou seu marido. Seguiu-se uma fase conturbada de sua vida, em que freqüentemente era manchete de jornais, por seu estilo de vida e temperamento forte. Três anos depois, Aristóteles Onassis deixou Maria Callas para casar-se com Jacqueline Kennedy.

No último período de sua vida, Maria Callas viveu praticamente reclusa em Paris. Sua voz já apresentava sinais de desgaste. Realizou alguns concertos e chegou a dar "master classes" na famosa Julliard School de Nova Iorque, entre 1971 e 1972. Realizou também um grande número de gravações.

Maria Callas morreu em Paris, de um ataque cardíaco, antes de completar 54 anos. Deixou registradas inúmeras composições, incluindo várias óperas completas, muitas delas gravadas ao vivo.

Fonte : educacao.uol.

Coco Chanel


Nascida em Saumur, França, em 19 de agosto de 1883, Chanel chegou a Paris aos 16 anos. Logo conheceu o milionário criador de cavalos, Etienne Balsam, de quem tornou-se amante. Mais tarde, em 1910, conseguiu, com ajuda de amigos e do próprio Balsam, abrir sua primeira loja, onde vendia chapéus.

Foi também noiva do herdeiro inglês do carvão Arthur Capel, que a ajudou a abrir sua segunda loja em Deauville, na época um centro elegante da França. Capel morreu em 1924, vítima de um acidente automobilístico.
Em 1925, Chanel iniciou uma estreita amizade com o duque de Westminster, que a situou no mais alto escalão da aristocracia parisiense. Amiga também do compositor Stravinski - o qual se apaixonou por ela -, o coreógrafo Diaghilev, a bailarina Isadora Duncan, os artistas Jean Cocteau, Picasso, Salvador Dalí e outros igualmente célebres, Chanel esteve sempre ligada às principais correntes artísticas da primeira metade do século 20.

Chanel libertou a mulher das faixas e cintas, dos corpetes apertados, das saias amplas de múltiplos babados e franzidos do fim do século 19 e começo do século 20.
Em 1916, ela introduziu na alta-costura o jérsei de malha, os trajes de tecidos xadrez e a moda escocesa, com blusas de malha fina, as calças boca-de-sino, as jaquetas curtas e os casacos cruzados na frente e acinturados em estilo militar.
Para a noite, Chanel criou vestidos em negro metálico, vermelho escarlate ou bege. Laços e paetês eram os únicos enfeites e não impediam que as mulheres se movimentassem com rapidez, ágeis como pedia a estética de um século onde tudo se tornava automatizado.

O vestido negro, simples, com gola e mangas largas e punhos, a jaqueta de corte reto e a saia simples foram inovações da estilista.
O nascimento do chamado "pretinho básico" data de 1926, quando uma ilustração na revista "Vogue" mostrava o vestido desenhado por Chanel - o primeiro entre vários que iria produzir ao longo de sua carreira.
Seus modelos simples, ao alcance da mulher de bom gosto e de poucos recursos, foram muito imitados e confeccionados em mais categorias de preços do que qualquer outra criação da alta-costura.
Foi ela também quem introduziu as falsas jóias ao mundo da moda. Chanel sempre gostou de usar muitos acessórios, como colares de correntes ou pérolas de várias voltas.

Em 1939, no início da Segunda Guerra, a estilista decidiu fechar suas lojas. Ela acreditava que não era uma época para a moda. Mudou-se para o hotel Ritz e conheceu o alemão Hans Dincklage, espião nazista, de quem tornou-se amante.
Em 1945, foi para a Suíça, voltando a Paris somente em 1954, ano em que também retornou ao mundo da moda. Sua nova coleção não agradou aos parisienses, mas foi muito aplaudida pelos americanos, que se tornaram seus maiores compradores.
Chanel morreu em Paris, no dia 10 de janeiro de 1971, aos 87 anos, em sua suíte particular no hotel Ritz.

Fonte : almanaque.folha.

Zuzu Angel


Ainda menina, Zuleika Angel Jones mudou-se com a família para Belo Horizonte. Ali começou sua carreira como costureira, fazendo roupas para as primas. Depois foi para Bahia e, em 1947, estabeleceu-se no Rio de Janeiro onde começou a carreira profissional. Já não era propriamente uma costureira, mas uma estilista, que criava sua própria moda, com uma linguagem muito pessoal.

Tratava-se, além disso, de uma moda brasileira, com materiais do país e cores tropicais. Misturava renda, seda, fitas e chitas com temas regionalistas e folclóricos, com estampados de pássaros, borboletas e papagaios. Trouxe também para a moda as pedras brasileiras, fragmentos de bambu, de madeira e conchas. Buscava não somente o mercado da elite, como também queria vestir a mulher comum.

Nos anos 1970 abriu sua loja em Ipanema e encantou o mundo. Conquistou o mercado norte-americano, foi vitrine de grandes lojas de departamentos e apareceu em importantes veículos de comunicação dos Estados Unidos. Pioneiramente, começou a divulgar sua marca colocando-a do lado externo da roupa. O anjo era o seu logotipo.

Sua maior luta pessoal, porém, começou com o seqüestro político de seu filho Stuart Angel Jones, estudante de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ativista do Movimento Revolucionário 8 de Outubro - MR-8, Stuart desapareceu depois de ter sido preso em 14 de junho de 1971 por agentes do CISA (Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica). Zuzu saiu em busca do filho nas prisões e nos quartéis.

Logo após a morte de Stuart, as torturas que sofreu foram narradas a Zuzu por meio de uma carta do preso político Alex Polari de Alverga. Segundo esse depoimento, Stuart foi arrastado por um jipe pelo pátio interno da Base Aérea do Galeão, com a boca no cano de descarga do veículo. Mais tarde, Alex ouviu os gritos de Stuart - numa cela ao lado - pedindo água e dizendo que ia morrer. Depois, seu corpo foi retirado da cela. Este depoimento de Alex consta do vídeo "Sônia Morta e Viva", produzido e dirigido por Sérgio Waisman, em 1985.

Já separada do marido, o americano Norman Angel Jones, Zuzu Angel incansavelmente denunciou as torturas, a morte e ocultação do cadáver de Stuart, tanto no Brasil como no exterior. Em vários de seus desfiles denunciou os fatos para a imprensa, entregando pessoalmente uma carta a Henry Kissinger, na época Secretário de Estado do Governo norte-americano, já que seu filho também tinha a cidadania americana. Utilizou sua fama para envolver, a favor da sua causa, inúmeros clientes e amigos importantes: Joan Crawford, Kim Novak, Veruska, Liza Minelli, Jean Shrimpton, Margot Fonteyn e Ted Kennedy, entre outros.

Zuzu passou a usar sua moda como forma de protesto fazendo - como ela mesma dizia - "a primeira coleção de moda política da história", usando ao lado dos anjos, as figuras de crucifixos, tanques de guerra, pássaros engaiolados, sol atrás das grades, jipes e quépis. O uso dessas metáforas foi a solução que encontrou para simbolizar, em seu trabalho, a história de seu filho.

Em 14 de abril de 1976, às 3h, na Estrada da Gávea, à saída do Túnel Dois Irmãos (RJ), Zuzu morreu, vítima de um acidente automobilístico. Na época, o governo divulgou que a estilista teria dormido ao volante, fato contestado anos depois. Até hoje as circunstâncias dessa tragédia não foram esclarecidas.

Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara na casa de Chico Buarque, um documento que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse. "Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho", dizia. Sua força e coragem inspiraram ao compositor a música "Angélica", onde ele pergunta, "quem é essa mulher?"

Zuzu Angel foi sepultada pela família, em 15 de abril de 1976, no Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro. Uma de suas duas filha, a jornalista Hildegard Angel, foi a idealizadora do Instituto Zuzu Angel de Moda do Rio de Janeiro, uma entidade civil sem fins lucrativos, fundado em outubro de 1993.

Fonte : educacao.uol.

Lady Diana


Diana Spencer nasceu em Sandringham e era a quarta dos cinco filhos de Edward John Spencer e Frances Ruth Burke-Roche. Em 1968, seus pais se separaram, mas ela continuou ao lado da família paterna.

Em 1975, com a morte do avô, o pai de Diana se tornou o oitavo conde Spencer. Diana e suas irmãs receberam o título de "lady" e seu irmão o de visconde. A família se mudou para Althorp, em Northamptonshire, a propriedade ancestral da família Spencer.

Desde cedo, Diana demonstrou talento para a música, a dança (principalmente o balé) e os esportes, tendo praticado tênis, natação, hockey e salto ornamental. Em 1977, durante uma festa de caça em Althorp, Diana conheceu o príncipe Charles, que então namorava sua irmã mais velha, Sarah.

Diana passou alguns meses estudando na Suíça e ao retornar à Inglaterra foi morar em um apartamento em Londres. Começou trabalhar como professora em um jardim de infância, encontrando-se com Charles esporadicamente. Em 24 de fevereiro de 1981, o noivado entre eles foi anunciado.

Em 29 de julho de 1981 Diana se casou com o príncipe Charles na Catedral de St. Paul, em Londres, em uma cerimônia transmitida pela televisão e assistida por cerca de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. Com o casamento, Diana se tornou princesa de Gales.

O primeiro filho, príncipe William, nasceu em 21 de junho de 1982 e o segundo, príncipe Harry, em 15 de setembro de 1984. A princesa, ou Lady Di, como era chamada, tornou-se conhecida por seu trabalho de caridade e, principalmente, pelas campanhas contra minas terrestres e no combate à AIDS.

Diana sempre exerceu uma grande atração no público em geral dentro e fora do Reino Unido. Personificava, talvez, no imaginário popular, a princesa encantada dos contos de fada, mas tinha também um charme eminentemente feminino e um lado de gente comum.

O casamento, contudo, não ia bem. A princesa de Gales parecia sofrer de uma anorexia de origem nervosa. Posteriormente, falou-se em crises depressivas. Rumores de adultério tanto de Charles, quanto de Diana corriam os tablóides ingleses e repercutiam no mundo todo.

Em 1992 foi anunciada a separação do casal e o divórcio foi oficializado em 1996, um acontecimento incompatível com a dignidade tradicional da nobreza e que desagradou, em especial, a rainha Elisabeth 2ª.

Nem por isso, Diana deixou de atrair o interesse público, continuando a freqüentar as manchetes da mídia, inclusive por uma morte prematura e trágica. Morreu em um acidente de carro em Paris em 31 de agosto de 1997, junto com seu namorado, Dodi Al Fayed.

Seu funeral, em 6 de setembro de 1997 emocionou milhões de pessoas e deixou clara a admiração pela "Princesa do Povo". Diana foi sepultada em uma ilha no lago de Althorp, na propriedade da família paterna.

Fonte: The Times/Folha de S. Paulo

Maria Quitéria


Maria Quitéria de Jesus, a mulher-soldado, nasceu em São José de Itapororocas, no ano de 1797, na antiga Província da Bahia.

Em 1822, sob o ideal de liberdade, o Recôncavo Baiano lutava contra o dominador português que se negava a reconhecer a Independência do Brasil. Nesse clima, surge a figura de Maria Quitéria. A necessidade de efetivos fez com que a Junta Conciliadora de Defesa, sediada em Cachoeira-BA, conclamasse os habitantes da região a se alistarem para combater os portugueses.

Maria Quitéria, uma humilde sertaneja baiana, atendeu ao chamado, motivada pelos ideais de liberdade que envolviam seus conterrâneos. Ante a posição contrária do pai, foge de casa e, com o uniforme de um cunhado, incorpora-se inicialmente ao Corpo de Artilharia e, posteriormente, ao de Caçadores, com nome de Soldado Medeiros. O seu batismo de fogo ocorre em combate na foz do rio Paraguaçu, ocasião em que ficam evidenciados seu heroísmo invulgar e sua real identidade.

Em fins de 1822, a intrépida baiana, já com saiote tipo "highlander escocês" sobre o uniforme militar, incorpora-se ao Batalhão dos Voluntários de D. Pedro I, tornando-se, desse modo, oficialmente, a primeira mulher a assentar praça numa unidade militar, em terras brasileiras.

De armas na mão, participando de combates como o da Pituba e o de Itapuã, torna-se merecedora das mais honrosas citações de bravura, valor e intrepidez, passando a constituir-se em referência do heroísmo da mulher brasileira.

Finda a campanha baiana, Maria Quitéria embarca para o Rio de Janeiro.

A sua presença na Corte é cercada de muito respeito, em face da fama de sua coragem e da grande curiosidade decorrente das características de seu uniforme, por demais ousado para a época.

No dia 20 de agosto de 1823, D. Pedro I confere à gloriosa guerreira a honra de recebê-la em audiência especial. Sabedor da bravura e da maneira correta com que sempre se portara entre a soldadesca, num gesto de profunda admiração, concede-lhe o soldo de "Alferes de linha" e a condecoração de "Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro", em reconhecimento à bravura e à coragem com que lutara contra os inimigos da Pátria.

Maria Quitéria, no entanto, não se deixou levar pela vaidade e pelo fulgor da glória que conquistara. Depois de encerrada a guerra, a heroína recolheu-se ao silêncio do lar, falecendo no dia 21 de agosto de 1853, num "doloroso anonimato".

No ano do centenário do falecimento da valorosa mulher-soldado, o então Ministro da Guerra determinou, por intermédio do Aviso Nº 408, de 11 de maio de 1953, que em todos os estabelecimentos, repartições e unidades do Exército, fosse inaugurado, no dia 21 de agosto de 1953, o retrato da insigne patriota.

Finalmente, em 28 de junho de 1996, Maria Quitéria de Jesus, por decreto do Presidente da República, passou a ser reconhecida como Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.

DEFINIÇÃO DE "PATRONO"

Patrono. {Do lat. patronu] S.m. 5. Bras. Chefe militar ou personalidade civil escolhida com figura tutelar de uma força armada, de uma arma, de uma unidade, etc., cujo nome mantém vivas tradições militares e o culto cívico dos heróis.

Fonte : juraemprosaeverso.

Audrey Hepburn


Edda Kathleen van Heemstra Hepburn-Ruston nasceu em Bruxelas, Bélgica, no dia 4 de maio de 1929. Filha de uma baronesa holandesa, Ella van Heemstra, e de um banqueiro inglês, Joseph Victor Anthony Hepburn-Ruston, Audrey "morreu" três semanas após ter nascido: uma violenta crise de gulpa fez seu coração parar de bater. Sua mãe, uma cientista cristã, não quis chamar um médico, e reavivou a filha espancando-a.

Quando Audrey tinha 6 anos, seu pai abandonou a família, e três anos depois, Ella e Joseph divorciaram-se. A partida do pai foi, segundo Audrey, a experiência mais traumática de sua vida, uma tragédia da qual ela nunca realmente recuperou-se.

Na época do divórcio dos pais, Audrey estava num internato na Inglaterra. Sua mãe para lá a mandou porque a filha era muito tímida, e também para mantê-la longe de suas brigas com o marido, que bebia na época. Foi durante seu tempo em Londres que Audrey apaixonou-se pela dança, tendo lições de balé com a srta. Ridgen.

No ano de 1939, Audrey ficou muito triste quando sua mãe decidiu tirá-la da escola e levá-la de volta para Holanda. Nem mesmo a ajuda oferecida por um instrutor de dança da garota, que queria mantê-la em Londres para aperfeiçoar seu talento para a dança, foi suficiente para fazer a baronesa mudar de idéia.

Ella van Heemstra tomou tal decisão porque a Inglaterra havia declarado guerra contra a Alemanha, e Londres poderia ser bombardeada. Além disso, as viagens estavam escassas, e Ella tinha medo de ficar anos sem ver a filha. Naquele tempo, a Holanda era considerada neutra, e ninguém achava que Hitler fosse invadir o país.

Entretanto, a história foi diferente, e Audrey passou vários anos na Holanda ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Durante esse período, a menina teve que suportar a morte de diversos parentes e a escassez de comida - muitas vezes ela teve que comer bulbos de tulipa para sobreviver. Mesmo com todos os seus problemas, Audrey carregava mensagens nos seus sapatos de balé, para ajudar a resistência. Devido à má nutrição, ela manteve durante toda sua vida o peso de 49kg, muito pouco para seus 1.70m de altura.

Com o final da guerra, a então adolescente Audrey mudou-se para a Inglaterra com a baronesa e, aos 19 anos, foi aceita na famosa escola de dança de Marie Lambert. No entanto, sua professora lhe disse que ela era alta demais, e não tinha o talento necessário para ser uma primma ballarina. Os planos de Audrey foram por água abaixo, pois ser dançarina era o seu grande objetivo na vida. A garota passou a trabalhar como corista e modelo fotográfico, para manter o sustento da família.

Com o passar do tempo, Audrey obtinha pequenos papéis em filmes. Em 1952, ela viajou para a França a fim de filmar "Montecarlo Baby", um dos seus primeiros papéis principais. Enquanto filmava no lobby de um hotel, ela foi vista pela escritora francesa Collette, que estava trabalhando na adaptação para a Brodway do romance "Gigi". O papel principal da peça ainda não havia sido definido, e ao ver Audrey dançando animada com seus colegas de elenco, Collette disse: "Aí está minha Gigi!".

Durante seu encontro com Collette, Audrey recusou o papel, dizendo que não sabia atuar. A escritora conseguiu fazer com que ela mudasse de idéia e lesse para o papel. Mesmo com as limitações de sua escolhida, Collette não desistiu dela.

Pouco tempo depois veio o encontro com o diretor William Wyler, e a audição para o papel da princesa Ann em "A Princesa e o Plebeu". Depois de rever seu teste, Wyler ficou encantado com Audrey, e a escalou para o filme.

Em outubro de 1951, começaram os ensaios para "Gigi", e Audrey empenhou-se muito em seu treinamento, tendo lições vocais e mostrando muita disciplina. Quando a peça estreou, as críticas não foram de todo favoráveis, mas todos concordavam que a desconhecida que interpretava o papel principal era uma grande estrela em ascenção, destinada ao sucesso.

James Hanson, noivo de Audrey na época, havia viajado para Nova York para a premiere de "Gigi", e a propôs em casamento. Seu pedido foi aceito, mas vários meses depois, o casal rompeu o noivado.

Quando "Gigi" encerrou sua temporada na Brodway, no início de 1952, Audrey foi para Roma filmar "A Princesa e o Plebeu", com Gregory Peck. O ator ficou tão pasmo com o talento da colega de elenco que falou para os produtores do filme colocarem o nome de Audrey ao lado do dele nos créditos.

As filmagens de "A Princesa e o Plebeu" terminaram em setembro de 1952, e a produção foi um sucesso imediato. Hollywood apaixonou-se por Audrey.

Em setembro de 1953, ela começou a filmar "Sabrina", dirigido por Billy Wilder, uma adaptação do espetáculo da Brodway "Sabrina Fair". Seus colegas de elenco no filme eram Humphrey Bogart e William Holden.

Antes do início das filmagens, Audrey foi para Paris, a fim de pegar seu figurino para "Sabrina". Ao saber que uma srta. Hepburn gostaria de vê-lo, o estilista Hubert de Givenchy pensou que se tratava de Katherine Hepburn, e ficou desapontado ao encontrar uma completa desconhecida. No entanto, ele se encantou com Audrey durante o tempo em que esteve em sua presença, e começou a tomar suas medidas para fazer suas roupas para o filme.

A parceria de Audrey e Givenchy, que se repetiu em muitos outros filmes da atriz, revolucionou o mundo da moda, e os dois viraram grandes amigos, amizade essa que duraria toda a vida.

Durante a filmagem de "Sabrina", Audrey envolveu-se romanticamente com seu colega, William Holden. Os dois chegaram a falar de casamento, mas ela terminou o relacionamento ao saber que Holden havia feito uma vasectomia. Audrey queria muito ter filhos, e por isso abandonou o homem pelo qual estava apaixonada.

Em 1954, durante uma festa, Audrey foi apresentada ao ator Mel Ferrer pelo amigo comum dos dois, Gregory Peck. Eles gostaram um do outro e, alguns meses depois, Mel mostrou para Audrey o script da peça "Ondine", sobre um espírito das águas que se apaixona por um cavaleiro. Ela aceitou o papel na peça, e durante sua temporada na Brodway, os dois iniciaram um romance.

Durante a produção de "Ondine", Audrey ficou chocada ao saber que havia sido indicada ao Oscar pelo seu papel em "A Princesa e o Plebeu". A cerimônia, que realizou-se em 25 de março de 1954, estava sendo filmada em Los Angeles e Nova York. Audrey atendeu a última, pois estava atuando na sua peça, na Brodway. Ela chegou atrasada à cerimônia, ainda usando a maquiagem da peça, e recebeu o prêmio de Melhor Atriz.

Três dias após a cerimônia do Oscar, Audrey recebeu outro choque: havia ganho o Tony pela sua atuação em Ondine. "Como superarei estes prêmios?", a atriz disse para os jornalistas. "É como quando você ganha uma roupa grande enquanto criança, algo que você precisa crescer para que sirva direito".

"Ondine" fechou em 3 de julho de 1954, após 157 apresentações. Pouco tempo depois, Mel Ferrer voou para a Suiça e propôs Audrey em casamento. Ela aceitou, mesmo com a objeção de sua mãe. Os dois casaram-se numa cerimônia civil em 24 de setembro de 1954, e repetiram seus votos numa cerimônia religiosa em uma capela protestante um dia depois, presidida pelo pastor Maurice Eindigver.

No final de 54, após a lua de mel na Itália, Audrey ficou emocionada ao descobrir que estava esperando um filho. No entanto, ela sofreu um aborto, pouco tempo antes de filmar com Mel Ferrer o épico "Guerra e Paz". Esta foi o primeiro de uma série de abortos que Audrey sofreu. Ela ficou muito deprimida e fumava muito. Ser mãe era o que mais importava para Audrey, e parecia que ela nunca teria essa benção. A melhor maneira que Mel encontrava para animar a esposa era fazer com que ela trabalhasse, então eles recomeçaram a filmar "Guerra e Paz".

Durante os anos seguintes, Audrey fez muitos filmes de sucesso. A maior parte dos quais eram comédias românticas sobre uma garota que se apaixona por um homem mais velho, incluindo "Cinderela em Paris" e "Love in the Afternoon", ambos de 57, com Fred Astaire e Gary Cooper, respectivamente. Após completar 5 filmes com histórias românticas, Audrey estava pronta para um desafio. Ela queria provar-se para todos que pensavam que ela só podia atuar em filmes água-com-açúcar. Então, em 1959, ela começou a filmar "Uma Cruz à beira do abismo", um drama baseado na autobiografia de Marie-Louise Habets sobre sua vida como freira após a morte de seu pai na guerra, quando enfrenta a decisão de continuar a ser freira ou opor-se aos nazistas. O papel rendeu a Audrey grande prestígio e sua 3ª indicação ao Oscar.

Também em 1959 Audrey filmou "A Flor que não morreu", que co-estrelava Anthony Perkins e era dirigido pelo seu marido, Mel Ferrer. Entretanto, o filme foi uma grande decepção, e Audrey seguiu para seu próximo projeto, a produção de John Huston, "O Passado Não Perdoa", faroeste estrelado por Burt Lancaster. Durante as filmagens, Audrey caiu de um cavalo, quebrando as costas. O mais incrível de tudo isso é que ela não reclamou de sua condição, de maneira alguma. Audrey declarou que a dor não era "tão ruim assim" e se recusou a tomar medicação. Ela logo voltou às filmagens, mas estava preocupada por estar grávida quando teve o acidente. Pouco tempo depois do filme estar pronto, Audrey sofreu outro aborto.

Algum tempo depois, Audrey ficou grávida novamente, e dessa vez recusou-se a trabalhar. Ela ficou em casa, relaxando e tomando todas as precauções possíveis. No dia 17 de janeiro de 1960, aos 30 anos de idade, Audrey deu à luz a Sean Hepburn Ferrer. Sean, que significa "presente de Deus", nasceu no Lucerne's Municipal Maternity Clinic, pesando em torno de 3kg e meio. Depois de ver seu filho e chorar de alegria, Audrey desmaiou. A criança foi batizada pelo mesmo pastor e na mesma capela em que Audrey e Mel casaram-se, alguns anos antes.

Depois de mais ou menos 1 ano de licença-maternidade, ela voltou a Hollywood para aceitar "o papel que ela nasceu para interpretar". "Bonequinha de Luxo", romance de Truman Capote, era sobre Holly Golightly, uma jovem vivendo em Nova York. Golightly era uma prostituta de luxo, que depois de muito tempo evitando o amor, apaixona-se pelo escritor que vive no mesmo edifício que ela. Capote detestou a idéia de Hepburn interpretando Holly, e deixou claro que ele queria Marylin Monroe para o papel. Audrey, nem um pouco intimidada pelo escritor, filmou com charme e estilo impecáveis, graças em parte à outra parceria com Givenchy. Ela recebeu sua 4ª indicação ao Oscar e "Bonequinha de Luxo" será para sempre lembrado como o filme de maior estilo do século 20.

Pouco tempo depois, Audrey filmou "Infâmia", com Shirley MacLaine, a refilmagem de Stanley Donen sobre a história de uma estudante que acusa duas funcionárias de uma escola para meninas de lesbianismo. Devido ao seu conteúdo, o filme foi considerado escandaloso.

Depois disso, Audrey partiu para um projeto de Stanley Donen, "Charada", sobre uma viúva que é perseguida por um grupo se sujeitos mal-encarados que alegam que seu recém falecido marido havia roubado uma grande quantia em dinheiro, e que eles a queriam de volta. Ela não faz idéia do que eles estão falando, e logo é envolvida numa teia de mentiras e mistério onde não sabe em quem confiar, nem mesmo no seu interesse amoroso, o sempre charmoso Cary Grant. "Quando Paris aluscina", co-estrelando seu antigo amor, William Holden, seguiu "Charada". As críticas não foram de todo favoráveis ao filme, que além de Hepburn e Holden contava também com participações especiais de Tony Curtis e Marlene Dietrich.

Em 1963, Audrey recebeu o papel principal em "Minha Querida Dama", a doce história de Eliza Doolitle, uma vendedora de flores que quer aprender a ser uma "verdadeira dama". Rex Harrison co-estrela como o professor Higgins, o homem responsável por introduzir sua pupila à sociedade. Durante as filmagens, Audrey descobriu que o acordo que tinha feito com os produtores do filme - o de que cantaria - havia sido cancelado, e que sua voz seria dublada por Marni Nixon (atriz que interpretou uma das freiras em "A Noviça Rebelde"). Os críticos, por esse motivo, e também por terem querido Julie Andrews - que fez o papel na Brodway - como Doolitle, não deram à Audrey uma indicação ao Oscar, mesmo com sua brilhante atuação. Nesse mesmo ano, Julie Andrews ganhou o Oscar de melhor atriz por "Mary Poppins".

Em meados de 1964, Audrey começou a ouvir rumores sobre a morte de seu pai. Mel decidiu fazer uma investigação, e descobriu que o pai da esposa vivia em Dublin, na Irlanda. Audrey o visitou lá para descobrir que, aos 74 anos, ele havia casado-se novamente. Foi um reencontro doce e amargo, e daquele dia até sua morte, 20 anos depois, Audrey mandaria dinheiro para o pai mensalmente.

Em 1966, Audrey fez "Como roubar um milhão de dólares", com Peter O'Toole, filme que foi seguido por "Um Caminho para dois", a história de um casal com o passar dos anos: seus pontos altos e baixos, alegrias e frustrações. Este filme refletia o relacionamento de Mel e Audrey na época, que estava passando por dificuldades. Durante os anos de sucesso de sua carreira no cinema, quanto mais famosa Audrey ficava, mais ela e Mel afastavam-se. Foi dito que Mel tinha ciúmes da fama de sua esposa, e que ele foi infiel a ela.

Em um último esforço para salvar seu casamento, Audrey concordou em filmar "Um Clarão nas Trevas", suspense dirigido por Mel. O thriller psicológico é sobre uma mulher cega que é assediada por 3 homens que querem uma boneca que contém heroína. O filme foi um grande sucesso, e rendeu a Audrey sua 5ª e última indicação ao Oscar. No entanto, ele não foi o suficiente para salvar seu casamento e, em 5 de dezembro de 1968, Audrey e Mel divorciaram-se, com Audrey mantendo a guarda de Sean e "La Pasible" (Lugar Pacífico), seu lar em Tolochenaz, na Suíça. Depois disso, Audrey parou de trabalhar, recusando todos os papéis.

Antes, naquele mesmo ano, Audrey havia conhecido o médico Andrea Dotti, um psiquiatra italiano, a bordo do iate "Olympia Torlonia". Em 18 de janeiro de 1969, Audrey e Dotti casaram-se, seis semanas após seu divórcio com Ferrer. Quatro meses após o casamento, ela descobriu que estava grávida de novo. Utilizando seu método anterior, Audrey ficou em absoluto repouso. Durante sua gestação, ela soube que os jornais publicavam rumores sobre sua vida privada, escrevendo sobre possíveis casos amorosos de seu marido. Audrey resolveu ignorar a imprensa.

Em 8 de fevereiro de 1970, nasceu Luca Dotti. Após viver em Roma com o marido por 1 ano, Audrey tentou convecê-lo a se mudar para a Suíça, para que seu filho pudesse ser criado num ambiente tranqüilo e seguro, a "La Pasible". Dotti recusou, mas Audrey levou as crianças para a Tolochenaz enquanto Andrea ficou na Itália, com tempo de levar uma vida social intensa freqüentando bares e festas.

Em 1976, após anos longe das telas, Audrey decidiu voltar a atuar, estrelando ao lado de Sean Connery em "Robin e Marian", a história de um Robin e uma Marian mais velhos, o que eles se tornaram após o "...e viveram felizes para sempre". Ela fez, 3 anos mais tarde, "A Herdeira", filme baseado no romance de Sidney Sheldon.

Audrey criou seus filhos com Dotti por 10 anos da melhor maneira que pôde, mas ficou cansada dos casos do marido, e entrou com o processo de divórcio em 1980. Os dois divorciaram-se formalmente em 1982.

Depois do divórcio Audrey voltou a trabalhar, fazendo o filme em "Muito riso e muita alegria". No final das filmagens conheceu o ator Robert Wolders. Ambos tinham ficado solteiros recentemente (a esposa de Robert tinha falecido pouco tempo antes de ele ter conhecido Audrey) e eles eram ambos de origem holandesa. Os dois tornaram-se grandes amigos, e viveram juntos até a morte de Audrey.

Em 26 de agosto de 1984, a mãe de Audrey, Ella, morreu após ter vivido com a filha em Tolochenaz por 10 anos, deixando-a muito deprimida. Robert então mudou-se com Audrey para "La Pasible", e a confortou pelo divórcio e a morte da mãe. A presença de Robert na vida de Audrey foi muito importante para ela. "Eu amo o Robbie, muito, muito, muito...", ela diz. "Não é que nem 'Romeu e Julieta'; nós tivemos nossos conflitos, mas muito poucos. É uma amizade maravilhosa, nós gostamos um do outro... ele é sólido em todas as maneiras. Eu posso confiar nele. Confio em seu amor, eu não temo perdê-lo."

Em 1987 Audrey começou seu mais importante papel, o de Embaixatriz da Unicef. A Unicef é uma organização que ajuda as crianças necessitadas com suplementos de comida, educadores e cuidados médicos. Audrey, tendo sido vítima da guerra, sentiu-se em débito com a organização, pois foi o "United Nations Relief and Rehabitation Administration" (que deu origem à UNICEF) que chegou com comida e suprimentos após o término da Segunda Guerra Mundial, salvando sua vida.

Ao lado de Robert, Audrey foi na primeira de suas muitas viagens em prol da Unicef, começando em Macau e depois no Japão e Irlanda. Ela passou a maior parte do ano de 1988 viajando, dando o seu melhor com o intento de ajudar e alertar o mundo para os problemas pelos quais passam as crianças no mundo. Várias viagens memoráveis incluem Etiópia, Turquia e América do Sul.

Audrey teve um ano muito agitado em 1989, começando na América Central. Em abril, ela representou a Unicef em um encontro em Washington, dando seu testemunho sobre a fome. Depois disso, ela partiu para o Sudão, Bangkok e Bangladesh.

Foi no final desse mesmo ano que Audrey apareceu em seu último filme, "Além da Eternidade". Dirigido por Steven Spielberg e co-estrelando Richard Dreyfuss e Holly Hunter, Audrey interpretou um anjo chamado Hap. Mais tarde, em 1990, ela filmou uma série de televisão chamada "Jardins do Mundo", que mostrava belos jardins de diversos países, começando pelo seu lar, na Holanda.

Em outubro, Audrey fez mais viagens em prol da Unicef, incluindo o Vietnã, e depois foi para a Noruega, para co-estrelar ao lado de Nelson Mandela e Jimmy Carter no "Concerto pela Paz". Em junho de 1991, ela mais uma vez falou na frente do congresso para pedir ajuda em favor das crianças da África. Em setembro de 1992, Audrey viajou para a Somália, país que estava passando por um verdadeiro pesadelo.

Depois da Somália, Audrey e Robert decidiram ir para a Califórnia visitar Sean. Enquanto estava lá, ela passou a ter dores de estômago fortes e, com medo de ter contraído alguma doença numa de suas viagens, Audrey foi para o hospital. Não era um vírus o causador de sua dor, ela foi diagnosticada com câncer de cólon, e mais tarde submeteu-se a uma cirurgia. O médico lhe deu 3 meses de vida, mas ela só aguentou 79 dias.

Depois da cirurgia, Audrey retornou para seu amado lar, "La Pasible", para recuperar-se. Enquanto se recuperava, ela recebia notícias de vários colegas; a primeira era a de que tinha ganho o prêmio SAG por sua carreira, que foi aceito em seu nome por Julia Roberts. Mais tarde, ela recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade de 1992 por seu trabalho pela Unicef. No início de 1993, Audrey soube que receberia o prêmio humanitário Jean Hersholt numa cerimômia em abril. Sean Ferrer atendeu a cerimônia a recebeu o prêmio por sua mãe.

Em 10 de janeiro de 1993, Audrey deu seu último passeio pelos jardins de "La Pasible" ao lado de Robert, parando ao lado de cada planta e dando a ele instruções de como elas deviam ser cuidadas. 10 dias depois, em 20 de janeiro de 1993, Audrey Hepburn faleceu (às 7 da noite), em sua casa, pacificamente durante o sono. No mesmo dia, lojas Tiffany em todo o mundo colocaram sua foto e um sinal em suas janelas.

Quatro dias mais tarde, seu funeral foi realizado. Compareceram seus melhores amigos, como Hubert de Givenchy, e também seu ex-marido, Mel Ferrer. O funeral foi presidido por Maurice Eindiguer, o mesmo pastor que casou Audrey e Mel 30 anos antes.

O mundo do cinema perdera sua maior estrela, que seria para sempre lembrada não somente como uma ótima atriz, mas também como um ser humano extraordinário, que dedicara vários anos de sua vida a ajudar crianças de todo o mundo.

Olga Benário Prestes


Olga Benário Prestes (1908-1942)
Espiã stalinista alemã. Olga Gutmann Benário nasceu em Munique, na Alemanha, em 1908, numa família judia de classe média alta. Em 1923, com quinze anos de idade, iniciou sua militância junto ao movimento comunista alemão. Em 1926, tornou-se membro do Partido Comunista Alemão. Nesta época, trabalhou em Berlim, capital da Alemanha, na representação comercial da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Neste período, a URSS era governado pelo ditador Josef Stálin. Olga, em 1926, é feita Secretária de Agitação e Propaganda da Juventude Comunista. Por duas vezes Olga ajudou na fuga de Otto Braun, um alemão preso em seu país por espionar para a URSS, e amante de Olga. Em 1928, após apontar arma para a cabeça de um juiz para dar fuga a Otto Braun, Olga refugiou-se com ele em Moscou. Lá Olga participou do V Congresso da Juventude Comunista. Em 1929, volta à Alemanha, então vivendo a democracia da República de Weimar, e fica presa por três meses, sob a acusação de atividades subversivas. Libertada, volta à URSS e passa a trabalhar no Comintern, uma organização internacional criada por Stálin para dominar o movimento marxista mundial e perseguir pensadores e correntes dissidentes, como os anarquistas e os trotskistas. Em suas atividades de espionagem, Olga adotou diversas identidades e nomes, como Frieda Wolf Behrendt, Olga Sinek, Eva Kruger, Maria Bergner Vilar, Ivone Vilar, Olga Meireles e Maria Prestes. Em 1934, recebeu do Comintern a missão de acompanhar Luís Carlos Prestes, que vivia na URSS desde 1931, de volta ao Brasil, com o objetivo de promover uma insurreição armada. Nesta época, o Brasil estava sob o governo provisório de Getúlio Vargas, que chegara ao poder através da Revolução de 1930. Com o fim de disfarçar a missão de Olga, ela chegou ao Brasil já casada com Luís Carlos Prestes. Para a "lua-de-mel" o Comintern também enviou o alemão Arthur Ernst Ewert, o estadunidense Victor Alan Baron, o belga Léon Jules Vallée, e o argentino Rodolfo Ghioldi - todos eles experientes agentes do ditador Josef Stálin. O casal chegou em 1935 e manteve-se inicialmente na clandestinidade. Em novembro deste ano um levante ocorreu em Natal, e Prestes e Olga tentaram sem sucesso ampliá-lo para o resto do país, mas só haviam conseguido infiltrar-se em algumas instituições militares. O governo de Vargas conseguiu reprimir o movimento. Enquanto Olga e Prestes tentavam esconder-se da polícia de Vargas, na URSS Josef Stálin intensificava a sistemática eliminação de seus reais e imaginários opositores, um período entre 1936 e 1938 que resultaria em milhões de mortos e de prisioneiros em campos de trabalho forçado. No Brasil, em março de 1936, Prestes e Olga foram capturados. Na busca por eles, a polícia de Getúlio Vargas descobriu que o Partido Comunista montara um "Tribunal Vermelho" para julgar uma mulher brasileira chamada Elvira Cupelo Colônio, de 18 anos, de codinome Elza Fernandes, ou Garota. Ela fora interrogada pelo belga Léon Jules Vallée e depois assassinada por dirigentes do partido comunista de Luís Carlos Prestes, sob a acusação de traição. Prestes foi acusado por este assassinato. Rodolfo Ghioldi, preso primeiro, denunciou para a polícia Victor Allen Baron, Léon Jules Vallée e Olga, cuja existência era desconhecida até então. Depois de presa, embora apelasse em todas as instâncias judiciais, Olga foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal - que negou por maioria ao seu pedido de habeas corpus - a ser deportada a seu país natal, a Alemanha, nesta época sob governo nazista. Entregue à Gestapo, em setembro de 1936, Olga Prestes, que estava grávida, foi recolhida a campo de concentração, onde deu à luz Anita Leocádia Prestes, que posteriormente foi entregue à sua avó paterna. Em 1937, com o golpe do Estado Novo, Vargas obteria poderes ditatoriais. Em 1940, o líder comunista judeu Léon Trotsky que vivia refugiado no México é morto a picaretadas por um agente enviado por Stálin àquele país. Em 1942, Olga foi executada em câmara de gás, em Bernburg, na Alemanha, pelos nazistas. Antes da execução de Olga, os seus companheiros sobreviventes desta aventura de Luís Carlos Prestes foram culpados pelo fracasso da missão e executados após chegarem à URSS.

Fonte : geocities

Cora Coralina


Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiá.

Começou a escrever os seus primeiros textos aos quatorze anos de idade, publicando-os nos jornais locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase o seu primeiro conto, Tragédia na Roça.

Casou-se em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, para o interior de São Paulo. Viveria no estado de São Paulo por quarenta e cinco anos, inicialmente nas cidades de Avaré e Jaboticabal, e depois na cidade de São Paulo, para onde se mudaria em 1924. Ao chegar à capital, teve que permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade. Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.

Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender lingüiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.

Ao completar cinquenta anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás.

Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD.

Cora Coralina morreu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.

Fonte : .wikipedia

Florbela Espanca


Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».
Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.

A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.

Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.

Fonte : astormenta .

Ellen Gracie


Primeira mulher a chegar ao Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie mostrou seu grande poder de articulação ao conseguir alçar-se ao tribunal — com apoio do conterrâneo e ex-ministro Nelson Jobim —, mesmo depois do insucesso na disputa por vaga no Superior Tribunal de Justiça. Pelo rodízio entre os ministros, foi eleita presidente do Supremo para o biênio 2006/2007, mas assumiu a presidência da Casa antecipadamente pela condição de vice-presidente de Nelson Jobim, que desistiu da magistratura. Seu mandato se encerra em 2018, pelas regras atuais. É considerada legalista, metódica, conservadora e pragmática. No campo penal, talvez seja a figura mais rígida do tribunal. Raramente concede habeas corpus a réus presos. A tranqüilidade que exibe, mesmo diante das situações mais complexas, é atribuída à experiência adquirida como advogada e procuradora da República. A ministra tem especial predileção por administração e gerenciamento. Entende que, com uma administração mais eficiente, os procedimentos judiciais podem ser acelerados. À frente do Tribunal Regional Federal da 4a Região (Porto Alegre), fez um levantamento para demonstrar que os juízes são responsáveis por 10% da morosidade de um processo; os advogados por 20%; e a burocracia por 70%. Na presidência do TRF dedicou sua gestão às metas de ampliação e interiorização da Justiça Federal de Primeira Instância, à racionalização dos serviços e praxes judiciários e incentivou práticas mais modernas de jurisdição. Ao tomar posse na presidência da Casa, elegeu agilização da Justiça como prioridade dos seus dois anos de gestão. A ministra defende medidas que impeçam a repetição de julgamentos diferentes sobre assuntos iguais, como a adoção da súmula vinculante e da impeditiva de recursos.

Apesar de seu interesse pelo tema da reforma da Justiça, votou contra a criação do Conselho Nacional de Justiça, cuja implantação considerou inconstitucional.

Colegas prevêem que, durante sua presidência, a corte será menos política, mais dedicada à administração das engrenagens do sistema judiciário. Uma de suas propostas é mobilizar toda a corte para agilizar a liberação dos cerca de 600 processos que estão acumulados.

No ano letivo de 1991 a 1992, foi bolsista da Fundação Fulbright, do governo dos Estados Unidos — Hubert Humphrey Fellowship Program, com vinculação acadêmica à American University, Washington DC School of Public Affairs — Department of Justice, Law & Society, onde cursou Complex Organizational Theories in Court Systems and Legal Organizations e Court Management Practices. De acordo com seu currículo oficial, foi “jurista em residência” da Law Library of Congress dos EUA, tendo participado da elaboração do projeto Global Legal Information Network (Glin). Como advogada, integrou o Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS) e foi diretora-fundadora da Escola Superior da Advocacia da OAB-RS. Em razão de seu domínio do idioma inglês, traduziu para o português grande número de textos, monografias e livros.

A ministra Ellen Gracie conquistou respeito entre seus pares do tribunal, mas não costuma entrar em disputas com os demais ministros nem exercita seu poder de convencimento durante os julgamentos. Seus votos são tidos como bem estruturados e são apresentados dentro de um script, sem buscar inovações doutrinárias nem a reformulação da jurisprudência. Disciplinada, aguarda pacientemente sua vez de votar e, geralmente, poupa-se dos debates.

Fonte : analisejustica

Madre Teresa de Cálcuta


Agnes Gonxha Bojaxhiu nasceu numa família católica da comunidade albanesa do sul da antiga Iugoslávia. Foi educada numa escola pública e, ainda jovem, tornou-se solista no coro da igreja. Determinada a seguir sua vocação religiosa, Agnes ingressou na Congregação Mariana. Em setembro de 1928, ingressou na Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, em Dublin, na Irlanda. De lá partiu para a cidade de Darjeeling, na Índia, onde as irmãs de Loreto tinham um colégio, em 1931. Lá fez noviciado e finalmente fez os votos de obediência, pobreza e castidade, tomando o nome de Teresa.

De Darjeeling, Teresa partiu para Calcutá, onde viveu como religiosa e foi professora de história e geografia no Colégio Santa Maria, único colégio católico para meninas ricas da cidade de Calcutá. O contraste com a pobreza à sua volta era muito grande. Em maio de 1937, Teresa fez a profissão perpétua. A revelação ocorreu em setembro de 1946, durante uma viagem de trem. Madre Teresa ouviu um chamado interior que a incitou a abandonar o convento de Loreto, em Calcutá, e passar a viver entre os pobres. Em 1948, autorizada pelo Papa Pio XII, Teresa foi "viver só, fora do claustro, tendo Deus como único protetor e guia, no meio dos mais pobres de Calcutá". Em dezembro do mesmo ano, conseguiu a nacionalidade indiana.

Teresa passou a usar um traje indiano, um sári branco com debruns azuis e uma pequena cruz no ombro. Pedindo ajuda nas ruas, auxiliava pobres, doentes e famintos. Pouco a pouco, foi angariando adeptas para sua causa entre as antigas alunas. Em 1950, fundou uma congregação de religiosas. Madre Teresa fundou casas religiosas por toda a Índia e, depois, no exterior. Fundadora dos Missionários e das Missionárias da Caridade. Ícone do Bom Samaritano, ela ia a toda parte para servir Cristo nos mais pobres entre os pobres. "Esse é um trecho da homilia do Papa João Paulo 2o durante o ritual de beatificação de Madre Teresa de Calcutá, em outubro de 2003. Seu trabalho obteve grande repercussão.

Em 1979, Madre Teresa recebeu o prêmio Nobel da Paz, pelos serviços prestados à humanidade. Depois de dedicar toda uma vida aos pobres, Madre Teresa de Calcutá morreu aos 87 anos, de parada cardíaca.

Fonte : O pensador.

Joana d’Arc


Joana d’Arc foi uma das mulheres mais fortes e guerreiras que o mundo já conheceu. Nasceu em 1412, no vilarejo de Domrémy, França. Pertencia a uma família de camponeses, foi educada para ser uma boa esposa, para isso aprendia as prendas domésticas. Fora isso, não recebera outro tipo de educação, era praticamente analfabeta. Ao completar 13 anos a jovem passou a ouvir vozes sagradas: São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida. A primeira orientação feita pelas vozes à Joana foi de que a menina deveria permanecer virgem para obter a salvação de sua alma. Mais tarde as vozes passaram a orientá-la sobre política, dizendo que deveria coroar o príncipe herdeiro do trono, Carlos, mais conhecido como delfim, e salvar a França dos ingleses. Joana foi concebida no ápice da Guerra dos Cem Anos, conflito que se iniciou em 1337 e teve fim em 1453. A situação francesa era crítica tanto na política como na economia. A Igreja estava enfraquecida devido às limitações do papado, para sobreviver em meio aos poderosos a Igreja saiu em busca de alianças.

Com a França em decadência, a Igreja optou por aliar-se à Inglaterra, que até então era a mais forte. Para Joana e sua família, tais alianças significava o início de tragédias, já que o feudo era vizinho de Lorena, onde se localizava o vilarejo de Domrémy. Com isso, as terras da família d’Arc passaram a sofrer constantes ataques. Na época em que os borguinhões se apossaram de vez de Domrémy, em 1428, Joana tinha 16 anos de idade. Com os conselhos das vozes santas na cabeça, decidiu que iria coroar o rei. Tinha consciência de que a paz só seria possível com uma França forte, e que o país só atingiria tal objetivo quando o delfim recebesse a coroa na catedral de Notre-Dame de Reims, conforme a tradição. Decida, Joana convenceu o padrinho, um soldado que já havia se aposentado, a acompanhá-la até a cidade de Vaucouleurs. Ela tinha o objetivo de persuadir o nobre Roberto de Baudricourt, chefe militar e senhor local, a lhe conceder um exército. No primeiro encontro se impressionou com a força e a coragem da jovem, mas não cedeu um exército de imediato. Na espera de uma resposta favorável, Joana ficou vagando por Vaucouleurs. Nesse tempo acabou levando muito soldado na conversa.

Ao tomar conhecimento de que cada vez mais soldados juravam lealdade à Joana, Baudricourt não teve alternativa. D’Arc partiu para o castelo de Chinon, quartel-general do delfim Carlos, juntamente com o duque de Anjou, com os cavaleiros que havia amealhado e com os soldados que Baudricourt finalmente lhe concedera. Ao chegar a Chinon, Carlos já havia sido informado sobre a jovem camponesa, provavelmente louca, que dizia ouvir vozes sagradas. Ficando meio receoso, permaneceu dois dias recluso, discutindo com a corte se deveria ou não recebê-la. Por fim d’Arc convenceu Carlos de que estava ali com um propósito e que era digna de ser recebida por ele. Com tudo, delfim equipou e abençoou Joana em sua Marcha até Orléans. Apesar de estarem em menor número, os franceses contavam com a força, coragem e garra de Joana. A batalha durou alguns dias e os ingleses recuaram.

Em maio de 1429, a França obteve sua primeira grande vitória militar. Joana d’Arc estava pronta para sua missão, a de coroar o delfim, sendo assim, em julho de 1429, Carlos recebeu a coroa do rei na Catedral de Notre-Dame de Reims. Com isso, Joana havia atingido seu objetivo maior, só que sua ambição militar falou mais alto. Partiu para Paris a fim de expulsar os ingleses, em setembro de 1429 invadiu Paris, onde foi derrotada, seus soldados partiram em retirada, mas seu espírito guerreiro resistiu. Joana foi capturada, levada para a fortaleza de Beaulieu e, logo em seguida, para o castelo de Beaurevoir. Tentou escapar de ambas as prisões, mas não obteve êxito, Joana foi vendida pelos borguinhões por 10 mil libras aos ingleses. Em 1430, foi levada a julgamento no tribunal inglês, sendo conduzido pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon. Todas as acusações eram de ordem religiosa: bruxa, herege, idólatra, entre outras. Martírio que durou seis meses, sua sentença foi ser queimada viva.

Cumpriu-se então a sentença, Joana foi queimada viva em uma fogueira aos 19 anos de idade. Foi o fim da heroína francesa.

Patrícia Galvão - Pagu


Patrícia Rehder Galvão nasceu em São João da Boa Vista (SP) em 1910.

Jornalista e escritora, mais conhecida por Pagu, casou-se em 1930 com o escritor modernista Oswald de Andrade. No ano seguinte, ingressou no Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), vindo a editar, pouco depois, juntamente com Oswald e Queirós Lima, o jornal panfletário O Homem do Povo que, empastelado pelos estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, só teve oito números.

Presa como agitadora numa greve de estivadores em Santos, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como indicadora de lugares num cinema da Cinelândia, ao mesmo tempo em que fazia parte dos grupos de "autodefesa" que protegiam os oradores nos comícios e reuniões do PCB. De volta a São Paulo, lançou, no início de 1933, Parque industrial - romance proletário, assinando-se sob o pseudônimo de Mara Lobo, obra de nítida inspiração marxista.

No final daquele ano, iniciou longa viagem de volta ao mundo, enviando matérias para os jornais cariocas Correio da Manhã e o Diário de Nóticias, e o Diário da Noite, de São Paulo. Nos Estados Unidos, esteve em Hollywood, onde entrevistou cineastas e atores. Na Manchúria, assistiu à coroação do último imperador chinês, o príncipe Pu-Yi, proclamado soberando do estado-fantoche de Mandchukuo, criado pelos japoneses. Na China, entrevistou Sigmund Freud, que encontrava-se naquele país em viagem de recreio. Entrou na União Soviética por Vladivostok, chegando a Moscou depois de oito dias de viagem de trem pela Transiberiana. Em Paris desde meados de 1934, assistiu cursos da Universidade Popular e ingressou no Partido Comunista Francês. Participou dos movimentos de rua em defesa do governo da Frente Popular, união dos partidos de esquerda, tendo sido detida três vezes. Depois da queda da Frente Popular, foi presa como militante comunista estrangeira, sendo salva da deportação para a Alemanha pelo embaixador Sousa Dantas, que conseguiu sua repatriação para o Brasil em novembro de 1935.

Separada de Oswald de Andrade, foi presa no final daquele ano, sob acusação de envolvimento no levante armado promovido no Rio de Janeiro por setores da Aliança Nacional Libertadora (ANL), frente de esquerda que reunia comunistas, socialistas e outras correntes na luta contra o integralismo e o imperialismo. Condenada a dois anos de prisão, fugiu do hospital para onde foram transferida por motivo de doença, em 1937. Novamente detida em 1938, foi libertada em meados de 1940, tendo permanecido, no toal, quatro anos e meio na prisão. Nesse mesmo ano, desligou-se do PCB. Em 1945, lançou A famosa revista (1945), escrita em colaboração com Geraldo Ferraz, seu companheiro desde 1940, e voltou a escrever na imprensa paulista, sobretudo como crítica literária.

Em 1950, concorreu a uma cadeira na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, na legenda do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Como parte de sua campanha eleitoral, lançou o panfleto político Verdade e liberdade, no qual, além de explicar as razões de sua candidatura, rememorava os tempos de prisão e atacava o PCB. Não conseguiu, contudo, eleger-se.

Na década de 50, paralelamente à sua atuação na imprensa, passou a interessar-se por teatro, vindo a traduzir diversas peças de autores europeus, entre as quais A cantora careca, de Ionesco.

Faleceu em Santos (SP), em 1962.

Fonte : cpdoc.fgv